História de superação e serviços de saúde marcam Dia da Mulher na Sefaz
Força, garra, determinação e
resiliência. Estas são apenas algumas das características de grandes mulheres
que lutaram para conquistar seu espaço, como a quituteira Dadá, participante da
roda de conversa “Trajetórias Femininas”, realizada nesta quinta-feira (8), no
auditório da DAT-Metro, como parte das comemorações pelo Dia da Mulher na Sefaz,
idealizadas pelo Núcleo de Desenvolvimento do Ser Humano (SGF/NDSH) em parceria
com a Associação dos Servidores Fiscais do Estado da Bahia (Asfeb). A cozinheira
compartilhou sua história de superação no bate-papo que também contou com a
participação da médica Eneida Lins, da nutricionista Maíse Catharino e da psicóloga
Lígia Almeida.
Nascida na cidade de Conde, interior
baiano, Aldaci Santos, a Dadá, começou a trabalhar como empregada doméstica aos
cinco anos de idade, para ajudar a família que não possuía muitos recursos
financeiros. O contato precoce com a cozinha e a curiosidade para aprender a
preparação dos mais variados pratos típicos da culinária da Bahia a fizeram
desenvolver desde muito cedo seus talentos culinários. Com seu tempero inconfundível
e um espírito empreendedor, a baiana “arretada” deixou as cozinhas das casas em
que trabalhou para alçar voos mais altos. Depois de muito trabalho com a venda
de quentinhas e de comida em sua própria casa, a fama dos deliciosos pratos de
Dadá foi se espalhando. Hoje a cozinheira e empresária é reconhecida
internacionalmente, já publicou dois livros e possui um canal de receitas
culinárias no Youtube.
Dadá relembra com carinho e emoção de
suas origens, que forjaram a mulher independente e destemida que se tornou. “Eu
não choro de tristeza. Este é um choro de transformação. Cada panela que eu ajudei
a lavar, cada prato que cozinhei e cada dificuldade enfrentada ajudaram a
transformar a história desta negra. O sorriso e a energia nunca deixaram de
existir. Todo sofrimento e dificuldade que passei foram uma grande escola para
mim”, afirmou.
A história de vida da quituteira
inspirou as servidoras presentes no evento. “O exemplo de vida de Dadá, que
teve uma infância sofrida e se tornou a mulher forte que é hoje, nos mostra que
a mulher pode ser o que quiser, basta acreditar em si mesma, sempre ter fé e
amor”, concluiu a servidora Maria Nazaré Hora, da Coordenação de Processos (DAT-Metro/Cproc).
“O amor, a atitude e a vontade de vencer. Estes três aspectos da vida de Dadá
me inspiraram muito. Ela nos passa uma energia vibrante”, declarou Mônica Almeida,
também da Cproc/DAT-Metro.
Participante da roda de conversa, a
psicóloga Lígia Almeida, da Asfeb, falou sobre as crescentes demandas que
recaem sobre as mulheres e alertou sobre a necessidade de às vezes dizer não.
“Há uma exigência muito grande sobre as mulheres com relação a criação dos
filhos, a aparência, a vida profissional, aos cuidados com a casa. Por causa
disso, acabamos buscando uma perfeição que não existe, o que gera uma grande
angústia e pode desencadear a depressão”. Ela destaca que a autenticidade é o
caminho para a satisfação pessoal. “Quando ouvimos um depoimento de uma mulher
simples e forte como Dadá, percebemos que é importante sermos autênticas,
aceitar nossas imperfeições. Somente quando nos permitimos ser o que realmente
somos é que poderemos ser felizes de fato”.
A médica Eneida
Lins e a nutricionista
Maíse Catharino orientaram as fazendárias sobre a importância do acompanhamento
médico regular e da adoção de hábitos alimentares saudáveis. “É importante que
as mulheres façam exames regularmente, principalmente no período da menopausa,
em que a mudança hormonal pode desencadear diversos sintomas físicos e
emocionais, além do aumento da incidência de doenças cardiovasculares”, afirmou
Eneida. “Cada fase da nossa vida tem uma prioridade alimentar e necessita de um
olhar específico. Para mantermos nossa qualidade de vida, é preciso criar uma
rotina de hábitos saudáveis, com uma alimentação equilibrada e a prática de
exercícios físicos”, indicou a nutricionista.
“Todo dia é Dia da Mulher, mas o 8 de março é uma
data simbólica para que recebamos da sociedade o devido reconhecimento. Ao
longo dos anos, evoluímos bastante com relação às conquistas dos nossos
direitos, mas ainda temos muitas lutas para enfrentar”, salientou a coordenadora
do Núcleo, Tina Pamponet. A programação na DAT-Metro contou ainda com os serviços de limpeza de pele, maquiagem e massoterapia.
Prédio-sede
As comemorações pelo Dia da
Mulher na Sefaz continuaram no dia 9, com os serviços de limpeza de pele e
massagem, realizados no prédio-sede, no CAB. Érica Gomes, da Dirad,
aproveitou uma pequena pausa no trabalho para participar das atividades. “Fiz
as massagens facial e corporal. Foi muito relaxante, voltei revigorada para o
trabalho”, afirmou. “No dia a dia, as mulheres têm muitas funções, como cuidar
da casa, filhos, marido, além do trabalho e, muitas vezes, não sobra tempo para
elas se cuidarem. Esta é uma oportunidade de motivar e impulsionar a autoestima
feminina, para que elas lembrem-se de amar a si mesmas em primeiro lugar”,
afirmou Patrícia Vasconcelos, do NDSH.
Além dos serviços ofertados, a entrada do prédio-sede foi decorada
com os painéis “Mulheres que fazem a história da Sefaz”, com fotografias de
fazendárias, e “Mulheres que fazem a história da Bahia”, com imagens de
personalidades femininas cujas trajetórias marcaram a história do nosso estado.
DAT-Norte
As ações do Dia da Mulher na DAT-Norte, realizadas na quinta-feira
(08), abordaram como tema os crescentes casos de violência sofridos pela
população feminina. As fazendárias participaram de palestra acerca da temática
e também receberam rosas brancas como símbolo da paz. A programação contou,
ainda, com um café de confraternização e serviços de saúde realizados em
parceria com a Asfeb. “Diante de tantas notícias de crimes cometidos contra as
mulheres e dos diversos casos de feminicídio que vem ocorrendo, decidimos
refletir sobre este tema como forma de combater este tipo de violência”,
ressaltou Rejane Reis, coordenadora do NDSH na DAT-Norte.