TJ, MP, PGE, Sefaz e SSP alinham ações para recuperação de créditos tributários
Mais de R$ 4,9 bilhões em recursos devidos ao Estado da
Bahia, oriundos de tributos não pagos, serão objeto das ações articuladas nos
âmbitos administrativo e judicial.
O Tribunal de Justiça da Bahia
(TJBA), o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), a Procuradoria Geral
do Estado (PGE) e as secretarias estaduais da Fazenda (Sefaz-Ba) e da Segurança
Pública (SSP) vão deflagrar em outubro uma série de medidas para a recuperação
de crédito tributário. Mais de R$ 4,9 bilhões em recursos devidos ao Estado da
Bahia, oriundos de tributos não pagos, serão objeto das ações articuladas nos
âmbitos administrativo e judicial, envolvendo cobranças de caráter cível e
criminal.
Priorização do julgamento de ações
pelo TJBA, abertura de processos criminais, pedidos de prisão e de sequestro de
bens pelo MP-Ba, aceleração dos processos no âmbito da PGE e operações
especiais da força-tarefa reunindo MP-BA,
Sefaz-Ba e SSP são algumas das medidas em fase de preparação final,
destinadas a dar novo impulso à agenda do Comitê Interinstitucional de
Recuperação de Ativos (Cira), que reúne essas instituições com o objetivo de
potencializar o combate à sonegação e à concorrência desleal.
O esforço interinstitucional será
complementado pela Semana de Conciliação a ser realizada pelo TJBA no final de
novembro, com o objetivo de estimular a celebração de acordos entre o poder
público e os contribuintes.
Plano de ação
O plano de ação foi delineado durante
reunião no Tribunal de Justiça, para definição das medidas de acordo com as
atribuições de cada órgão participante do Cira. Pelo TJBA, participaram os desembargadores
Lidivaldo Brito e Maria de Lurdes Medauar e a juíza Marielza Brandão, assessora
especial da Presidência do Tribunal para assuntos institucionais. Pelo
Ministério Público, estavam presentes o procurador de Justiça Geder Gomes,
secretário-geral da CIRA, e o promotor de Justiça Luis Alberto Vasconcelos,
coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf)
do MP-BA.
Pelo Executivo estadual, participaram
o secretário da Fazenda Manoel Vitório, que preside o Cira, o procurador-geral
do Estado, Paulo Moreno, o superintendente de administração Tributária da Sefaz-Ba,
José Luiz Souza, e o procurador assistente da PGE, Fernando Teles.
"O
Tribunal vai priorizar as ações nas áreas cível e criminal, dando mais
celeridade aos processos", disse o desembargador Lidivaldo Brito. A
desembargadora Maria de Lurdes Medauar lembrou que, como parte do esforço
conjunto, “o TJBA já promoveu a especialização de varas judiciais da Fazenda
Pública para julgar ações de execução fiscal e de sonegação de impostos”.
De acordo com o procurador de Justiça
Geder Gomes, o MP-BA atuará de forma a intensificar as ações do Cira. "O
Ministério Público intensificará a implementação de ações mais firmes na área
criminal, como, por exemplo, com a realização de operações. Também dará maior
impulso aos processos criminais, com pedidos de prisão e sequestro de bens nos
casos recomendáveis, além de propor novas ações penais. Em conjunto com as
demais instituições, atuaremos também na área estrutural do Cira".
União dos poderes
A atuação interinstitucional foi
enfatizada pelo secretário Manoel Vitório. "São os poderes do Estado
atuando cada vez mais próximos para dar celeridade à cobrança dos créditos
tributários e assegurar, assim, o efetivo combate à sonegação e à concorrência
desleal", afirmou Vitório, destacando a agilidade na tramitação dos
processos envolvendo créditos tributários na Justiça e a ênfase nos crimes
contra a ordem tributária, além da atuação do Ministério Público, no âmbito da
força-tarefa do Cira.
O esforço conjunto também foi
enfatizado pelo procurador-geral do Estado, Paulo Moreno. “Trata-se de uma
união de esforços entre os poderes para viabilizar o aumento da arrecadação e
promover a cidadania tributária, incentivando a população a manter sua situação
fiscal em dia. A expectativa é que, através destas ações, possamos promover uma
efetiva recuperação de créditos trazendo para os cofres do Estado recursos que
serão revertidos em serviços para a população”.
